
Hoje em dia as novas tecnologias de informação e comunicação exigem ás pessoas mais habilidades e competências, sobretudo a quem delas necessita diariamente. Com a rapidez e o constante aperfeiçoamento das novas tecnologias de informação e comunicação são exigidas novas habilidades e competências a quem com elas trabalha, por isso estes vêem-se cada vez mais pressionados a ter uma formação continua e direccionada à prática profissional.
Estas têm uma capacidade muito grande de transmitir, processar e armazenar a informação e as suas potencialidades comunicativas no que á educação diz respeito tem sido direccionada no sentido de superar práticas educativas ultrapassadas, baseadas no modelo de produção industrial, inaugurando modelos pedagógicos voltados para a participação de uma sociedade em mutação. Assim a formação que os docentes propõem aos educadores baseia-se em quatro pilares básicos: o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver com os outros e o aprender a ser. Para isso as políticas pedagógicas têm que ser traçadas de modo a possibilitar aos profissionais da educação o desenvolvimento de práticas educativas e profundamente comprometidas com os novos modos de ser e agir em franco processo de constituição na nossa sociedade. Assim, a formação on-line dos docentes reflecte uma ideia do mundo tecnológico, enquanto a prática traduz-se na proposta educativa a ser levada a cabo.
Neste contexto, o desenvolvimento e as práticas das Comunidades Virtuais de Aprendizagem proporcionam aos educadores uma formação on-line para actuar numa sociedade altamente tecnológica e caracterizada por novos espaços de socialidades e subjectividades.
As comunidades virtuais são espaços formados por agrupamentos humanos no ciberespaço. O seu funcionamento está directamente ligado, num primeiro momento, às redes de conexões proporcionadas pelas tecnologias de informação e comunicação e, num segundo momento, à possibilidade de, neste espaço, as pessoas com objectivos comuns encontrarem-se, estabelecerem relações e desenvolverem novas subjectividades.
A definição dada por Rheingold, um dos primeiros autores a utilizar o termo "comunidade virtual" , fala-nos de discussões e sentimentos que combinados no ciberespaço formam redes de relações sociais que formam um ecossistema de culturas diferenciadas a partir das práticas e interesses de cada grupo.






